Deixe de pagar tarifas bancárias!

Será que você lembra que há uns 10 anos ou mais, algumas figuras da Internet, blogueiros em sua maioria, fizeram uma parceria com Itaú e passaram e fazer propaganda da MaxiConta/iConta?

Tratava-se de uma conta quase nos mesmos moldes das contas digitais de hoje:

  • Não se paga tarifa de manutenção de conta;
  • Nem tarifas de movimentação como transferências e saque – não importando o banco de destino;
  • A conta vinha com cheque especial pré-aprovado;
  • O cartão era múltiplo e você tinha um cartão de crédito.

As pessoas podiam até ganhar uma grana através de indicação do banco. Foi assim que abri a minha iConta, ativa até hoje.

A única condição para a conta é que ela precisava ter atendimento 100% online: ou se recorria ao chat, email, aplicativo ou telefone. Qualquer visita ao banco era tarifada.

E como conseguir isso hoje?

O problema é que os bancos não souberam capitalizar em cima deste novo perfil de cliente e acabou suspendendo ou reduzindo bastante a funcionalidade das contas digitais para novos clientes.

Existem três opções para quem não quer pagar cesta e tarifas bancárias:

1 – Pedir remoção da cesta

O Banco Central ordenou que todos os bancos permitam que os clientes solicitem a remoção e fiquem com um pacote básico e gratuito.

Dentre outros, você tem direito a 4 saques, 2 transferências para contas da mesma instituição e apenas 1 DOC.

Então, dependendo do seu tipo de movimentação, esta opção pode ou não ser a melhor para você.

Ah, e se o gerente disser que não tem esta opção, pode puxar o próprio site do Banco Central no celular e mostrar pra ele. Eu tive que fazer isso algumas vezes até que eles fizessem o que eu queria.

2 – Alterar o tipo de conta

Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica… enfim, quase todos os bancões tem um tipo de conta digital: sem tarifa de movimentação, saques ilimitados e transferências sem fim.

Só para ter uma ideia, aqui em casa pagávamos aproximadamente uns 200,00 reais de manutenção de conta e outros 100 reais de tarifas de TED e DOC.

Se você acha que 300 reais não fazem falta, continue assim.

Mas se o bolso doeu, vá a uma agência do seu banco e peça a troca para uma conta digital. Fiz isso na minha conta do Banco do Brasil (Dica do Edvan) e hoje me livrei de R$ 10,15 a cada TED que faço (e eu faço muitos).

Mais uma vez, o seu banco pode resistir, o gerente pode tentar te seduzir com um pacote especial de benefícios (que quase nunca vale a pena), alguns vão até dizer que o sistema não permite. Mas é tudo balela. Se o Ed conseguiu, eu consegui, então, isso é possível para qualquer cliente.

3 – Bancos digitais

Já foi-se o tempo em que serviços puramente digitais não eram dignos de confiança. Os bancos digitais – ou Fintechs (empresas start-up de finanças + tecnologia) – estão se estabelecendo com força e causando um prejuízo enorme aos bancos tradicionais.

Diria que 99% dos bancos digitais têm transferências e saques ilimitados sem tarifa. Um ou outro pode oferecer uma cesta de serviços com algum diferencial. Mas a conta mais simples já atende a necessidade de muita gente.

Além das avaliações de amigos, a única coisa que você deve sempre observar é se o banco é coberto pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito.

Se seu banco quebrar, o FGC garante a você até 250 mil reais por CPF por instituição bancária.

Ou seja: se o Banco Inter falir e eu tiver 10 mil reais lá, o fundo me dá este dinheiro de volta. É um seguro feito e mantido pelos próprios bancos.

A Nuconta do Nubank é único da lista abaixo que não é coberta pelo Fundo, mas está em vias de credenciamento.

Bancos:

  • Banco Inter
  • Nuconta da Nubank
  • Banco Original
  • Banco Neon
  • Banco Next
  • Modal Mais
  • Agibank
  • Sofisa Direto
  • Social Bank

Dos acima, tenho conta no Inter, NuConta e Modal Mais. Só não recomendo o Next por ser filhote do Bradesco e nunca ter conseguido um atendimento decente.

Bom, agora você só paga taxa em banco se quiser.

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